Eça de Queirós

Eça de Queirós

 

  José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de Novembro de 1845,na Póvoa de Varzim. Seus pais casaram-se ia ele nos 4 anos, tendo passado longe da mãe os seus anos de infância. Aos 10 anos foi internado no colégio da Lapa, no Porto, tendo-se formado em 1866 na Faculdade de Direito de Coimbra.

  Aparentemente Eça de Queirós terá passados os anos mais produtivos da sua vida como cônsul da monarquia portuguesa, tendo estado em Havana (Cuba), Newcastle, Bristol (Inglaterra) e Paris (França).

  Entre meados dos anos 60 do século XIX e o fim do século XIX desenvolveu a sua vida literária. Foi autor de entre outros romances de importância reconhecida, “Os Maias” e o “Crime do Padre Amaro”, tendo este último sido considerado por muitos críticos como o melhor romance realista português do século XIX, estando o clero e a pequena burguesia provincianos retratados nesta distinta obra.

  Também entre outras obras e para além daquelas já referidas, Eça de Queirós escreveu “O Mistério de Estrada Sintra”,”As Minas de Salomão”,”A Relíquia”,”O Primo Basílio”,”A Capital”.Postumamente foram publicados “A Ilustre Casa de Ramires”,”A Cidade e as Serras” e “Contos”.Em vários destes romances Eça de Queirós descreveu e criticou algumas das classes sociais e grupos da época: média burguesia lisboeta - “O Primo Basílio”, literatos – em” A Capital” e a aristocracia e alta sociedade lisboeta – em “Os Maias”.

  Na estrada para a segunda metade do século XIX, Portugal enfrentava uma grave crise económica e social. A independência do Brasil deixou Portugal privado dos lucros provenientes dos muitos produtos brasileiros, até então comercializados com o exterior.

  A monarquia portuguesa procedeu a importantes reformas nos sectores dos transportes, da agricultura e da indústria. Nas comunicações, com a expansão do telefone e do telégrafo, o desenvolvimento fez-se notar. No que concerne ao telégrafo de salientar a curiosidade em se poder efectuar o envio de mensagens através de um sistema de pontos e traços.

  O ensino teve um desenvolvimento precário. Não obstante terem-se construídas muitas escolas primárias, isto numa população onde 90% era analfabeta, as crianças de então continuaram a não poder frequentar o ensino eram de suma importância para as respectivas famílias. Assim, as crianças em vez de se instruírem nos estabelecimentos de ensino, acompanhavam seus pais nas actividades agrícolas que estes desenvolvimento para subsistência do resto família.

 

                       Sónia Maria Moreira Ferreira nº27 EFA B3